Água Mineral Cambuquira não terá seu envase paralisado

por adm publicado 17/07/2015 00h00, última modificação 23/02/2026 13h05
Água Mineral Cambuquira não terá seu envase paralisado

Água Mineral Cambuquira não terá seu envase paralisado

Um resumo da história: As fontes foram exploradas pela Superágua Empresa de Águas Minerais até 2005, quando o contrato de arrendamento com a Codemig foi encerrado, paralisando completamente a produção. Em 2006, a Codemig abriu um edital de licitação para novo arrendamento dos direitos hidrominerais, mas o edital foi questionado pelo Ministério Público e por organizações não governamentais das cidades onde as fontes estão localizadas e acabou alterado. Com as mudanças, que previam uma exploração em menor escala, nenhuma empresa se habilitou e a exploração das águas minerais acabaram sendo entregues à Copasa.

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A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) rompeu o contrato com a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) para a exploração das fontes de águas minerais de Araxá, no Alto Paranaíba, e Cambuquira, Caxambu e Lambari, no Sul de Minas. O distrato foi comunicado oficialmente no dia 14 de maio. A Copasa, que tinha a concessão para a exploração por meio da subsidiária - Águas Minerais de Minas (AGMM) permaneceu no controle das fontes até 1º de junho. A partir daí, a Codemig deve fechar um contrato “tampão” com a Copasa até que uma nova concessionária assuma a exploração e o envasamento das águas, consideradas entre as melhores do mundo.A Codemig é a detentora da concessão dessas fontes, repassada para a Copasa em 2007, depois da criação, no ano anterior, por meio de um projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa, da AGMM. A Copasa afirmou que, “para minimizar os impactos financeiros da crise hídrica, a companhia decidiu reduzir as ações que impactam negativamente em seu resultado.

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As Águas Minerais de Minas historicamente sempre foi deficitária, com prejuízo anual na ordem de R$ 6 milhões a R$ 8 milhões.” Já a Codemig disse apenas que “implantará seu novo modelo de gestão referente aos direitos minerários, equipamentos e instalações de envasamento das águas minerais de Caxambu, Lambari, Cambuquira e Araxá. Com isso, a Companhia assegura a continuidade de operação, manutenção e vendas das águas minerais, considerando sempre a importância de sua atuação estratégica em prol do desenvolvimento socioeconômico do estado de Minas Gerais”. Como o assunto causou uma grande polêmica em todo o Estado e principalmente nas cidades detentoras das águas minerais, no dia 08 de julho, o Presidente da Águas Minerais de Minas (AGMM), Pompilho Canavez acompanhado das assessoras Luciana Souza Crus e Andréa Vaz de Melo França (geóloga) estiveram em Cambuquira reunidos com diversos órgãos do município para esclarecer e tranquilizar a população. Segundo ele, o envase das Águas Minerais não serão paralisados e que a partir de agora a Codemig é que arcará com todos os custos da operação.Informou ainda que pelo período de 12 meses, podendo ser renovado por mais 12 meses a Copasa “irá prestar serviços de operação e comercialização da Águas Minerais de Minas até a Codemig encontrar uma solução”.A comitiva esteve reunida com o Executivo e Legislativo Municipal, Spa das Águas (balneário), Saae, Ministério Público e ONG Nova Cambuquira, esta última entregou ao Sr. Pompilho um ofício manifestando sua vontade de que a detenção da água continue estatal, ou seja, com a AGMM. Em todas as reuniões, Pompilho Canavez fez questão de ressaltar a importância da água de Cambuquira, que é a que mais se destaca no comércio não só pela beleza de sua embalagem, mas, pela qualidade terapêutica da água, o que gera um grande cuidado pela Codemig.