Caramujos-africanos causam risco de doenças no município

por adm publicado 16/12/2015 00h00, última modificação 23/02/2026 13h41
Caramujos-africanos causam risco de doenças no município

Caramujos-africanos causam risco de doenças no município

Na reunião Ordinária do dia 09 nde dezembro o vereador Wellington Oliveira de Paula apresentou ao Plenário a indicação n] 059/2015 que solicita ao Sr. Prefeito Municipal determinar ao departamento competente da administração adotar estratégia especial e urgente para coibir a proliferação de caramujos-africanos

próximo ao lixão do município.

O caramujo-gigante-africano,Achatina fulica, é um molusco oriundo da África. Ele também é chamado de acatina, caracol-africano, caracol-gigante, caracol-gigante-africano, caramujo-gigante, caramujo-gigante-africano ou rainha-da-África.

Esse animal pode pesar 200 gramas, e medir cerca de 10 centímetros de comprimento e 20 de altura. Sua concha é escura, com manchas claras, alongada e cônica. Além disso, sua borda é cortante. Foi introduzido ilegalmente em nosso país na década de 80, no Paraná, com o intuito de substituir o escargot, uma vez que sua massa é maior que a destes animais. Levado para outras regiões do Brasil, tal espécie acabou não sendo bem-aceita entre os consumidores, e também proibida pelo IBAMA, fazendo com que muitos donos de criadouros, displicentemente, liberassem seus representantes na natureza, sem tomar as devidas providências.

Sem predadores naturais, tal fator, aliado à resistência e excelente capacidade de procriação desse animal, permitiram com que esse caramujo se adaptasse bem a diversos ambientes, sendo hoje encontrado em 23 estados. Só para se ter uma ideia, em um único ano, o mesmo indivíduo é capaz de dar origem a aproximadamente 300 crias.

Quanto ao controle desse molusco, indica-se a catação manual dos indivíduos e de seus ovos, colocando-os em dois sacos plásticos, com a posterior quebra de suas conchas antes de eliminá-los. Isso porque tais estruturas podem acumular água, sendo um criadouro em potencial para os ovos do Aedes aegypti. Depois, recomenda-se a aplicação de cal virgem sobre os caramujos quebrados, e o posterior enterramento, em local longe de lençóis freáticos, cisternas ou poços artesianos. 

Segundo o vereador, os caramujos estão proliferando em grande quantidade no lixão e se espalhando pelos imóveis ao redor. Há necessidade urgente que a Secretaria responsável tome as medidas eficazes para parar esta proliferação, pois se trata de saúde pública, uma vez que esse tipo de molusco pode provocar graves doenças.