LAVOURA DE CAFÉ

por adm publicado 17/03/2011 13h05, última modificação 18/02/2026 20h44

Cuidados com as doenças

Ferrugem – (Hemileia vastatrix) – Ataca as folhas, com a presença de uma massa amarela, na parte inferior da folha - parte a qual se deve fazer o controle da doença, com aplicações foliares – Em observação, notamos que em café novos e recepados, são menos atacados, grande parte, pelo menor número de folhas e por isto, menos fechados.
 Condições favoráveis à ferrugem: A doença é mais severa em temperaturas médias entre 20º C e 28º C. Em temperaturas inferiores e onde a altitude é superior a 1.200 m (serra do PiriPau, por exemplo), a doença ocorre, mas pode não causar prejuízos econômicos.

Cercosporiose – (Cercopora coffeicola) – Esta doença conhecida como Mancha de olho Pardo ou Olho-de-Pomba, ataca folhas, ramos e frutos apresentando os seguintes sintomas:
 Nas folhas – Manchas circulares de 0,5 a 1,5 mm, cor pardo-clara, com um círculo amarelo em volta e centro branco-cinzento, com o aspecto de um olho;
 Nos frutos – Manchas deprimidas de cor marrom-clara ou arroxeada, na parte exposta ao sol;
 Condições favoráveis à doença: Temperatura amena e alta umidade do ar. Na face poente (mais batida pelo sol da tarde), há muita perda de água tanto no solo quanto dos ramos e frutos da planta com ressecamento dos tecidos, o que facilita a infecção pela doença, que é um fungo.

Controle preventivo integrado de ferrugem e cercosporiose

 Controle cultural -  Doenças que se agravam com o esgotamento da planta, seja após uma alta carga, ou mesmo por outros fatores.
             A adubação e calagem, a conservação do solo e o manejo do mato, entre outros, contribuem para o equilíbrio do estado nutricional da planta, conferindo maior resistência.
 Controle químico – Pulverização foliar com fungicidas à base de cobre (Calda Viçosa ou similares) nos meses de dezembro a março, funciona como um bom preventivo em anos de carga baixa. Em anos de alta carga há necessidade de se efetuar os tratamentos fitossanitários associado o uso de fungicidas mais específicos (via foliar) aos tradicionais (cúpricos).
Eduardo Silva Moreira
Extensionista Agropecuário Emater