MANCHA AUREOLADA (Pseudomonas garçae)
É uma doença bacteriana cujo nome está associado à ocorrência de um halo amarelado circundando as lesões. Pode atacar viveiros, onde causa grandes prejuízos, e plantas adultas.
As lavouras localizadas em altitudes elevadas e expostas a ventos frios estão mais sujeitas ao ataque dessa doença. Os ventos provocam lesões mecânicas que abrem caminho para a infecção.
A ocorrência de granizo, frio intenso e presença de lesões secundárias provocadas por bicho mineiro, Cercospora, Phoma, etc., também podem facilitar a penetração da bactéria.
Nas folhas aparecem manchas pardacentas, com 5 a 20 mm de diâmetro, com necrose no centro. Há seca do tecido, que se desprende causando perfurações na folha. As manchas são circundadas por um halo amarelado característico e tendem a localizar nas bordas do limbo foliar.
Nos ramos a doença provoca a seca das extremidades que adquirem coloração pardo-escura.
As lavouras afetadas apresentam grande desfolha e seca de ramos com severos prejuízos, principalmente em lavouras com até 3 anos de idade.
Controle cultural:
Deve-se evitar, quando possível, a instalação de lavouras em altitudes elevadas e sujeitas a ventos frios e persistentes, principalmente as faces sul e sudeste. Se isto não for possível, programar a proteção dos cafezais, desde a sua formação, através de quebra-ventos temporários e permanentes.
Controle químico:
Pulverizações com fungicidas cúpricos têm bom efeito bactericida, controlando também doenças associadas como a cercospora e a antracnose.
Em caso de duvida, consulte o Engenheiro Agrônomo e o Escritório da EMATER MG.
Fonte: Informações Agronômicas do IPNI (International Plant Nutrition Institute)
Eduardo Silva Moreira
Extensionista Agropecuário da Emater/MG