OS DEFEITOS DO CAFÉ
De acordo com a natureza, os defeitos em um lote de café podem ser atribuídos tanto às imperfeições do próprio grão, como decorrentes da presença de impurezas.
Imperfeições do grão – São os pretos, verdes, ardidos, chochos, mal granados, quebrados e brocados, de causa genética, fisiológica, ou decorrente de falhas nos processos agrícolas (adubação, pragas, doenças, secas, geadas, colheita e preparo) ou industriais (descascamento, secagem, armazenamento e beneficiamento).
Presença de impurezas – presença de frações estranhas ao café beneficiados (coco, marinheiro, casca, paus e pedras)
Os principais defeitos são: Grãos Verdes, pretos e ardidos.
São tidos como os piores defeitos por afetarem diretamente a qualidade (aspecto, cor, torração e bebida), além de prejudicarem o tipo do café. A diminuição da ocorrência de grãos pretos, verdes e ardidos, deve ser uma das principais metas quando se objetiva a produção de cafés especiais, sendo que as medidas adotadas resultarão também na diminuição de muitos dos outros defeitos de imperfeição do grão e impurezas, normalmente presentes.
PRETOS: 1 grão preto = 1 defeito – Cor preta opaca no grão
Origem: colheita atrasada e contato prolongado com o solo, seca incorreta;
Como evitar: colheita e secas corretas;
Como eliminar: catação manual ou catação eletrônica.
VERDES: 5 grãos verdes = 1 defeito – Cor verde-cana da película prateada
Origem: colheita de frutos verdes principalmente;
Como evitar: colher o fruto maduro;
Como eliminar: catação manual ou catação eletrônica.
ARDIDOS: 2 grãos ardidos = 1 defeito – Cor parda ou marrom do grão
Origem: colheita tardia e/ou de frutos verdes e contato prolongado com o solo;
Como evitar: colheita e seca corretas;
Como eliminar: catação manual ou catação eletrônica.
CALENDÁRIO DO CAFÉ
Os meses de junho e julho são épocas de fazer:
Análise de solo – colher amostras de solo e levar ao escritório da EMATER MG, para que seja encaminhada ao laboratório;
Em áreas que a colheita terminou, começar a calagem do solo;
Observar o ataque de bicho mineiro na lavoura.
Eduardo Silva Moreira
Extensionista Agropecuário da Emater – MG